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Como integrar pessoas com deficiência no local de trabalho?

A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é uma prioridade cada vez mais reconhecida. Conheça algumas recomendações.

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), deficiência refere-se à “interação entre uma pessoa com uma condição de saúde, como paralisia cerebral, síndrome de Down ou depressão, e fatores pessoais e ambientais, incluindo atitudes negativas, transporte e edifícios inacessíveis, bem como apoio social limitado”. 

A integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho não é apenas uma questão de responsabilidade social. Um espaço de trabalho acessível e inclusivo reduz barreiras e contribui para a perceção positiva e a participação plena de todos os colaboradores.  

 Alguns dados importantes 

De acordo com a Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão (APPDI), as empresas portuguesas concentram os seus esforços em três grandes áreas de intervenção: 

  • Envolvimento com a comunidade: 37% das práticas reportadas; 
  • Formação e desenvolvimento pessoal: 23%; 
  • Gestão de pessoas: 20%. 

O guia de boas práticas da APPDI reuniu contribuições de 56 entidades, contabilizando mais de 100 práticas implementadas em contexto empresarial. Estes dados demonstram que a integração de pessoas com deficiência é possível e que já existem modelos de sucesso que podem servir de referência para outras organizações. 

 

Boas práticas a implementar 

Para assegurar uma integração efetiva, é fundamental que as empresas considerem uma abordagem estruturada e consciente.  

Entre as principais recomendações destacam-se: 

  1. Garantir o envolvimento do topo da empresa:o compromisso da liderança é essencial. A inclusão deve ser uma prioridade estratégica, refletida nas políticas internas e na cultura organizacional. 
  2. Eliminar barreiras ao nível do recrutamento: processos de seleção acessíveis, descrições de funções claras e entrevistas adaptadas permitem que candidatos com diferentes tipos de deficiência participem em condições de igualdade. 
  3. Pensar de forma flexível sobre as necessidades individuais: cada pessoa tem um perfil único, por isso, horários flexíveis, trabalho remoto e ajustes razoáveis devem ser considerados para permitir o pleno desempenho de todos os colaboradores.  
  4. Procurar o apoio de organizações especializadas: parcerias com associações, consultores ou entidades de inclusão fortalecem as práticas internas e fornecem orientação especializada. 
  5. Acolher e integrar de forma consistente: um programa de onboarding inclusivo, mentorias e acompanhamento contínuo são alguns exemplos de ações úteis.  

 

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